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XXII SINCE começa com premiações e palestra do ministro da SAE




Começou na noite desta quarta-feira, 01, em Brasília, o XXII Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (SINCE), com a presença de cerca de 200 economistas de todo o Brasil. O presidente do CORECON-DF, José Luiz Pagnussat, abriu o evento destacando que este será um marco para os conselhos de economia. Segundo ele, os conselhos estão numa encruzilhada, pois é necessário se ajustar à nova realidade do mercado trabalho e as transformações que ocorreram nos últimos tempos. “Precisamos ampliar a atuação dos conselhos de economia, pois hoje os conselhos ocupam uma pequena parcela do que seria todo o trabalho” disse.

Para ele, quando se olha o mercado de trabalho, se verifica profissionais trabalhando nas áreas de atuação do economista e com competência e conhecimento necessário para atuar nelas sem que os conselhos consigam abrangê-los dentro do sistema. Temas como estes deverão ser os assuntos em que os representantes dos conselhos deverão aprofundar-se para traçar medidas de atualização dos conselhos e da legislação. Para o presidente Pagnussat, o evento também é uma grande oportunidade de debate expresso no tema central que é “O desenvolvimento econômico com justiça social”, uma vez que se está em período eleitoral, além da exposição de várias idéias com a visão de longo prazo para o país.

O conselheiro federal e coordenador do SINCE, Júlio Miragaya, ao falar da escolha de Brasília para a realização do evento, fez referência ao cinqüentenário da capital da república. Ele destacou os grupos de discussão que trabalharão durante o evento e disse que todos os temas são muito importantes para a categoria dos economistas. Miragaya também lembrou que o número de cursos de graduação em economia vem caindo com os anos, mas que os conselhos têm apresentado vitórias importantes para a profissão de economista. “Precisamos fortalecer a capacidade das entidades representativas dos economistas representarem um pensamento médio da nossa categoria e isso só se consegue aprofundando o debate nesse momento dentro do SINCE” disse o conselheiro federal.

O presidente do COFECON, Waldir Pereira Gomes, falou sobre uma função especial do Conselho que é a formação de sadia mentalidade econômica na sociedade. Lembrou que o profissional de economia busca o desenvolvimento econômico, que significa a elevação do padrão de vida da população, razão pela qual disse estar muito satisfeito pelo tema neste Simpósio. “Nós economistas não podemos separar a economia, da educação, da saúde e do saneamento, pois está inerente à profissão de economista. Ele destacou também que a formação cabe à academia, mas a profissão cabe aos conselhos profissionais.

XVI Prêmio Brasil de Economia

O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, recebeu em nome do seu Estado o Prêmio na categoria Gestor Público Estadual. Para ele, que estava acompanhado do secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, o prêmio servirá de incentivo para que o Estado persevere na qualidade de gestão pública.

O prefeito da cidade de São José do Hortêncio, no Rio Grande do Sul, Clóvis Luiz Schaeffer, recebeu o Prêmio de Gestor Municipal pela segunda vez seguida e lembrou que mesmo com as dificuldades climáticas vividas no ano passado, quando a passagem de um tornado pela região trouxe grandes prejuízos, os gastos não saíram do controle.

Na categoria livro de economia, o vencedor foi José Luís Oreiro, com o livro “Política Monetária, Bancos Centrais e Metas de Inflação: Teoria e Experiência Brasileira”. Vanessa da Costa Val Munhoz, da Universidade Federal de Uberlândia, foi a primeira colocada na categoria tese de doutorado.

Na categoria dissertação de mestrado, Carlos Manuel Baigorri, da Universidade Católica de Brasília, ficou com o primeiro lugar. Patrícia Fernanda da Silva Pereira Vieira ficou com o segundo lugar, enquanto Luciana Silva de Souza foi a terceira colocada. Marco Flávio da Cunha Resende, da UFMG, ganhou o primeiro lugar na categoria artigo técnico e científico, com Anita Kon em segundo lugar e Eduardo Gonçalves em terceiro.

Por fim, na categoria monografia de graduação, o paraibano Liev Ferreira Maribondo foi o primeiro colocado, com Raphael Castanheira Brandão em segundo e Eliana Maria Fernandes Ribeiro em terceiro lugar.

Palestra

A noite de abertura do XXII SINCE também contou com a presença do ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Samuel Pinheiro Guimarães, que ministrou uma palestra com o mesmo tema do evento “Desenvolvimento econômico com justiça social”. O ministro lembrou que um país é desenvolvido e subdesenvolvido em relação a outros. “Estamos nos desenvolvendo ou não se estivermos diminuindo a distância que nos separa dos países mais desenvolvidos” disse.

De acordo com o ministro cerca de 60 milhões de brasileiros recebem o Bolsa Família e por isso é preciso incorporar essa “massa” de pessoas num sistema econômico moderno. O Brasil vive uma situação de desenvolvimento complexa, o que é um grande desafio segundo ele. De um lado um país com extraordinárias riquezas naturais enquanto por outro, uma população com grandes desigualdades sociais.

O ministro defendeu a integração da economia e sociedade para permitir o desenvolvimento mais acelerado e redução da distância que separa o Brasil dos países desenvolvidos. Samuel Pinheiro destacou que o desenvolvimento de um país grande como Brasil não deve ser comparado com países pequenos. “Não podemos nos comparar com os pequenos países, temos que ser comparados com países como os Estados Unidos” completou.




Ascom CORECON-DF/COFECON


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CLDF homenageia o profissional de economia

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na manhã desta segunda-feira, 30, uma sessão solene em homenagem ao Dia do Economista, ocorrido no dia 13 de agosto. Na solenidade, que foi requerida pelos deputados distritais Érika Kokay e Chico Leite, estiveram presentes o presidente Conselho Regional de Economia (CORECON-DF), José Luiz Pagnussat, o vice-presidente do Conselho Federal de Economia (COFECON), Mário Sérgio Fernandez Sallorenzo, e o diretor da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Cláudio Mendes Rodrigues. Os conselheiros regionais Ronalde Lins, Mônica Beraldo, Victor José Hohl, Miguel Rendy, e os conselheiros federais Júlio Miragaya e Maria Cristina Araújo, prestigiaram a solenidade assim como outros economistas.

Importância do economista

O presidente do CORECON-DF, José Luiz Pagnussat, falou sobre a história da profissão, desde as primeiras turmas de economistas formados no Brasil, na década de 40, passando pela criação da Ordem dos Economistas do Brasil e pela Lei 1.411/51. Pagnussat afirmou que embora existam poucos cursos de graduação em economia no Distrito Federal, apenas três, há um crescimento extraordinário de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado (strictu sensu) na área, ao todo nove cursos. Ele também destacou a importância dos economistas nas estratégias de desenvolvimento econômico de países como os Estados Unidos, Alemanha e Japão, além do próprio Brasil. “Os economistas foram sim os responsáveis pela transformação da economia brasileira e uma economia industrial e próspera” disse.

O presidente do CORECON-DF, ao demonstrar que o economista é muito demandado, relatou que tem atendido demandas de empresas multinacionais em busca de currículos, mas que não tem currículos suficientes para atendê-las.

Agente de transformação social

O vice-presidente do COFECON, Mário Sérgio Sallorenzo, defendeu o profissional de economia, destacando-os como "não apenas como o profissional do lucro, mas como um agente de transformação social". Mário Sérgio também aproveitou para pedir o apoio da CLDF, pois o COFECON tem realizado reuniões no sentido de expandir a experiência da economia no ensino médio para o Brasil como um todo. "Esperamos poder começar, em breve, a trabalhar com um corpo técnico” disse.

A deputada Érika Kokay, em sua fala, destacou que os economistas decifram as relações de produção que existem desde que o ser humano se constitui em sociedade. “Os economistas exercem uma função que não é um fim de si mesma, mas é um meio de se entender as relações de produção e um meio de se colocar as pessoas na centralidade e de construção de relações que possam derivar em uma sociedade mais justa e igualitária” completou.

A deputada lembrou ainda que mais de 80 entre cem empresas que investem em outras nações concentram seus ativos e tecnologia de ponta em seu país de origem, ao ponderar que a globalização deveria ser também do conhecimento, da economia, do desenvolvimento social.

O deputado Chico Leite, também autor do requerimento da sessão solene, não pôde comparecer devido a problemas de saúde.

Camila Fiorese

Assessora de Comunicação CORECON-DF

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